Hipnose: quem pode ser hipnotizado?

Hipnose: quem pode ser hipnotizado?

Hipnose: quem pode ser hipnotizado?

A hipnose de palco é o que vem às nossas mentes quando falamos de hipnose. Praticada já há muitos anos por lendas do entretenimento como Paul Mackenna, Keith Barry, John Milton, continua tendo seu espaço no mundo do entretenimento ainda hoje, com figuras como Fábio Puentes e Pyong Lee. Nessas performances em que o hipnotista escolhe uma pessoa aleatória da plateia, ou mesmo uma figura pública, e a coloca em estado de transe, ficamos com a sensação de que ela está involuntariamente vulnerável e a mercê dos comandos daquele que a hipnotizou. Esse e outros mitos sobre a hipnose são fruto desse formato de show, voltado ao entretenimento, que acabou por criar todo um imaginário popular acerca da hipnose e do estado de transe. Ficou curioso para saber sobre os mitos e verdades da hipnose? Então vem com a gente!

Qualquer pessoa pode ser hipnotizada?

Sim. Todas as pessoas podem ser hipnotizadas, a única “exceção” seriam aquelas com algum tipo de deficiência intelectual, pois os níveis de consciência e concentração, bem como de perceção da realidade são diferentes. O pré requisito para que alguém seja hipnotizado é apenas a disposição. Sim, a pessoa tem que estar disposta e, em casos de hipnose clínica, engajada no processo – quanto mais engajado o paciente está, melhores e mais rápidos são os resultados.

Alguns dos “truques” apresentados nas performances de palco são de fato usados durante uma sessão de hipnoterapia, no início, para testar o nível de entrega do paciente e para garantir que ele está relaxado o suficiente para que o hipnólogo consiga conduzi-lo durante o transe. Os dedos colados, ou pés colados e a indução ao sono são alguns exemplos desses testes que os hipnólogos costumam praticar no consultório com objetivos práticos, e como são visualmente impressionantes, também são usados durante as apresentações.

É importante dizer que as apresentações com hipnoses de palco, assim como as que acontecem nos consultórios, nem sempre dão certo de primeira. Isso porque as vezes a pessoa não está realmente disposta a ser conduzida pelo transe, ou porque está com medo e num estado de tensão. Nesses casos o corpo não entra em estado de relaxamento e portanto não chega ao transe. O que nos leva a uma outra questão.

É possível hipnotizar alguém que não quer ser hipnotizado?

Não. Como foi dito no parágrafo anterior, a disposição a entrar em transe é o fator decisivo na indução hipnótica e, sendo assim, não é possível hipnotizar alguém que não quer ser hipnotizado. Existem técnicas mais efetivas, que funcionam com pessoas mais tensas e resistentes, mas a pessoa que está sendo hipnotizada sempre participa do processo de forma ativa – se dispondo a ser guiada pelas sugestões do hipnólogo.

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