Terapia de Partes na Regressão

Terapia de Partes na Regressão

Como a teoria da terapia de partes é usada em regressões, para ressignificar memórias e traumas

Você sabe o que é terapia de partes e como essa teoria pode ser aplicada no tratamento de traumas e questões mal resolvidas durante a hipnoterapia? Então leia nosso artigo e entenda mais sobre o tema.

O que é terapia de partes?

A terapia de partes é uma abordagem que parte da premissa de que cada pessoa tem várias “partes” dentro de si (todas inconscientes) que são responsáveis por determinadas funções. Por exemplo, existe a parte com a função da felicidade, responsável por fazer a pessoa feliz, ou então a parte com a função de segurança, responsável por fazer a pessoa se sentir segura. Se você já assistiu o filme “Divertidamente”, da Disney, certamente conseguiu ter uma noção do que seriam essas partes e de como elas entram em ação, como respostas aos estímulos externos que recebemos.

Mas essas “partes” não são apenas ideias e sentimentos abstratos (chamados de “partes funcionais”), muitas vezes nossos parentes e pessoas que têm um papel importante em nossas vidas personificam essas “partes” dentro do nosso inconsciente, ou seja: nossos familiares, amigos e pessoas próximas também se tornam partes de nós.

Hipnoterapia e regressão: ressignificando as memórias e a expressão das “partes”

Durante a sessão de hipnoterapia, fazendo uso da técnica de regressão, muitas vezes são trazidas à tona memórias de eventos protagonizados por figuras como o pai e a mãe. Para ressignificar essas memórias, o hipnólogo pode fazer com que o paciente se coloque no papel dessa figura, para que o paciente consiga ter a visão daquela pessoa naquela determinada situação, para entender aquele evento de outro ponto de vista. Quando o paciente entra no papel daquela figura, é muito comum usar a mesma entonação de voz, expressões faciais e outras características – isso demonstra que essa figura tem um espaço dentro do inconsciente do paciente, representando um papel e sendo realmente “parte” dele.

O conflito entre as partes e como ele pode ser resolvido na hipnoterapia

Essas figuras, principalmente pais e mães, têm um papel até mesmo biológico relacionado à segurança. Mas quando o papel dessa figura e as memórias relacionadas a ela entram em conflito, isso gera um conflito entre as partes. Exemplificando: uma mãe, que tem o papel de proporcionar segurança ao filho e é associada à parte funcional da segurança, esquece seu filho na escola e isso causa um sentimento de abandono. Esta situação gera um conflito entre a parte funcional da segurança e a parte que a figura da mãe representa, gerando uma questão mal-resolvida relacionada à segurança, o que pode acarretar problemas futuros relacionados à insegurança. Sendo assim, a “mãe” se torna uma fonte de conflito – não a memória da mãe, em si, mas o conceito de mãe, a figura maternal que está relacionada à parte funcional responsável pela segurança. Essa relação conflituosa e mal-resolvida fica reprimida no inconsciente, causando problemas relacionados à insegurança.

Existe também o conflito entre as partes funcionais, como por exemplo alguém que quer deixar de ter um vício – pois sabe que ele é prejudicial à saúde – mas ao mesmo tempo tem dificuldade, pois esse vício lhe proporciona prazer. Neste caso, existe um conflito entre a parte funcional responsável pela saúde e a parte funcional responsável pelo prazer.

Através da hipnoterapia é possível acessar e se comunicar com essas partes, entendendo, ressignificando e resolvendo o conflito que se formou e está gerando um problema, que pode se apresentar na forma das mais diversas patologias e transtornos.

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